Meu desejo
Se meu desejo fosse inteiro relevante
Seria um erro revelá-lo assim
Já que palavras não expressam nem de longe
O derradeiro de um semblante
E a beleza do porvir
Escrevendo em noites de insônia.
Meu desejo
Se meu desejo fosse inteiro relevante
Seria um erro revelá-lo assim
Já que palavras não expressam nem de longe
O derradeiro de um semblante
E a beleza do porvir
Dançando tango
Solto na noite
À noite me perco
Em desejos fúnebres
Sinto-me tão louco
E quase eterno
Que eu tanto desejei
Entregue aos vícios
E ao bel prazer
Nem medo, nem nada
O escuro é um abrigo
Ao grande vazio
Infinito da madrugada
Perdão
Teu olhar triste
É tão triste
Tua dor
É visceral
Não sou o remédio
Pra tudo que te aflige
Na verdade a causa
De todo mal
Sair-me
Desejo proibido
Teu olhar certeiro me atingiu,
colocou-me a teus pés.
Desejo vil,
vejo o que és.
Tua boca sedenta
alimenta os meus olhos,
teu sorriso sincero
me põem pra dormir.
Não quero tua alma,
basta-me o teu corpo.
O calor de teus braços
Num pratico esboço.
Não há o que proíba
perante o desejo.
Eu busco teu sexo
e perco meu nexo,
Anexo num beijo.
A... O prazer.
Basta
Basta-me lembrar o que não quero
Basta-me masoquista a dor
Basta-me o frio do inverno
E do inferno o calor
Onde a luz não ousa
Basta-me impuro,
Insulto, a solta.
Eu preciso de uma noite insana, daquelas que os efeitos colaterais fazem companhia na manha seguinte, preciso urgentemente cair do alto do meu desespero.
Um poema exagerado, uma realidade pessimista, preciso de um copo de vinho! Que nada! Preciso de uma cachaça ou cerveja mais barata que o bar tiver e que o meu dinheiro cubra.
Agora não é hora para os clichês muito menos para elegância. Não! Não se engane eu não estou triste e nem melancólico, estou realista! Estou ciente da minha covardia, da minha fraqueza, e procuro abrigo na embriagues, na madrugada fria do Sul, no aconchegante banco da praça bem ao lado onde as prostitutas vendem seu corpo decadente.
- Vem jantar filho, a comida vai esfriar.
- Já vou mãe, to estudando agora!
Tudo bem, voltando ao assunto, onde eu estava mesmo? Ah sim o banco da praça: pensando bem é melhor deixar o banco de lado, antes que alguma puta venha exigir seu ponto, ou pior, me confundam como profissional do sexo, não que eu não o seja, mas entre quatro paredes e principalmente entre as pernas de minha mulher.
Ta, ta, desculpe pela obscenidade, mas minha testosterona me obriga a dizer essas coisas, sabe como é homem sempre precisando de uma auto-afirmação.
Pois bem, o que eu preciso mesmo é simples, vai entender esse corpo-humano, eu quero apenas...
- Filho vem jantar agora ou não te deixo mais na frente desse computador!
Hoje não é