quarta-feira, maio 30, 2007

Exageros.

Eu preciso de uma noite insana, daquelas que os efeitos colaterais fazem companhia na manha seguinte, preciso urgentemente cair do alto do meu desespero.
Um poema exagerado, uma realidade pessimista, preciso de um copo de vinho! Que nada! Preciso de uma cachaça ou cerveja mais barata que o bar tiver e que o meu dinheiro cubra.
Agora não é hora para os clichês muito menos para elegância. Não! Não se engane eu não estou triste e nem melancólico, estou realista! Estou ciente da minha covardia, da minha fraqueza, e procuro abrigo na embriagues, na madrugada fria do Sul, no aconchegante banco da praça bem ao lado onde as prostitutas vendem seu corpo decadente.
- Vem jantar filho, a comida vai esfriar.
- Já vou mãe, to estudando agora!
Tudo bem, voltando ao assunto, onde eu estava mesmo? Ah sim o banco da praça: pensando bem é melhor deixar o banco de lado, antes que alguma puta venha exigir seu ponto, ou pior, me confundam como profissional do sexo, não que eu não o seja, mas entre quatro paredes e principalmente entre as pernas de minha mulher.
Ta, ta, desculpe pela obscenidade, mas minha testosterona me obriga a dizer essas coisas, sabe como é homem sempre precisando de uma auto-afirmação.
Pois bem, o que eu preciso mesmo é simples, vai entender esse corpo-humano, eu quero apenas...
- Filho vem jantar agora ou não te deixo mais na frente desse computador!